Livro: Under The Dome – Stephen King

ImageTaí uma tag que eu queria ter começado há muito tempo atrás, mas só agora os astros se alinharam para que eu pudesse fazer o primeiro post sobre livros desse bróguinho.

Ao grande nada que não lê esses posts eu acho que tenho que não pedir desculpas pelo atraso que ele não notou. Uma série de fatores contribuíram para a demora: meu pc (Della, minha bebê) contraiu um vírus e está internada (mas passa bem) e eu estava evitando escrever esse post no computador do meu pai porque o teclado dele é o periférico mais temperamental com que eu já lidei (mau menino!).

Mas, sentindo que se eu adiasse um pouco mais ia acabar esquecendo o impacto que esse livro me proporcionou, cá estou eu outra vez.

Há um bom tempo eu botei na cabeça que ao invés de ficar me decepcionando com a literatura atual (ahem, Crepúsculo, ahem), eu investiria mais em ler os clássicos e nessa estou faz uns oito anos, só lendo o que o povo considera crème de la crème. Mas os clássicos cansam um pouquinho também (estou olhando diretamente para você Conde de Monte Cristo-que-eu-ainda-não-cheguei-nem-na-metade) e nessas horas eu tenho que fugir para uma coisa mais atual.

Nessas casualidades da vida, escutei sobre a série televisiva do livro aqui ao lado. Só fiquei sabendo também porque tinha acabado de ver Breaking Bad e estava caçando informações quando soube que um dos atores estava rumando já para outra série, baseada em um livro do Stephen King.

Ora, pois, eu gosto bastante do Stephen King e apesar das inúmeras críticas que ele sofre ainda acho que ele produz um conteúdo acima da média para os autores contemporâneos, especialmente em construção de plots (às vezes ele derrapa em alguns outros aspectos, mas a sinopse inicial das histórias costuma ser sempre muito boa). Soma-se a isso que eu prefiro ler o livro antes de encarar a obra em outra mídia, e eu queria ver a série (a princípio), então…

A história se passa na cidadezinha (inha mesmo, pois todo mundo se conhece e conhece toda a árvore genealógica dos vizinhos) de Chester Mill, nos Estados Unidos, que em uma bela manhã de sol se vê envolta por uma espécie de campo de força energético, uma redoma tecnológica. A partir daí o leitor passa a acompanhar a trajetória dos moradores (alguns mais do que outros) até a resolução do problema ou desastre completo (sem querer dar spoilers mas já dando, as duas coisas acontecem simultaneamente). Alguns personagens se destacam: Dale Barbara, que havia voltado do Iraque e tentava deixar a cidade na hora do aprisionamento; Big Jim Rennie, que é quem dá as cartas na cidade e vai se transformando cada vez mais em uma figura assustadora; Junior Rennie, que consegue superar o pai na sua desordem de personalidade e Julia Shumway,a única jornalista do local. Existem inúmeros outros personagens, que eu achei inclusive mais interessantes, mas o livro tende a se focar na visão desses quatro.

O assustador do livro não chega a ser a decadência moral a que os habitantes e políticos locais chegam, mas sim o quanto isso ocorre de maneira rápida. Em poucos dias as situações evoluem para se tornar questões de vida e morte, em grande parte devido a falta de habilidade de Big Jim. Como é dito no livro ele tem uma combinação de inteligência com burrice que acaba se tornando uma ameaça sem precedentes dentro de uma cidade sem possibilidade de influência externa e com uma barreira que impede aos seus habitantes de sair daquele contexto.

O desfecho do livro é aterrador. Recomendo a quem quer que leia o livro que reserve o último capítulo para um dia em que não esteja prevista nenhuma interrupção. Eu não tive essa sorte e faltou luz na madrugada em que eu lia, quase não consegui dormir pensando no que aconteceria nas próximas páginas. Aliás, recomendo que comece a ler quando tiver bastante tempo de sobra porque o livro é um tijolo, mas com o nível de vagabundagem adequado ele acaba em uma semaninha.

De pontos negativos: não gostei tanto assim dos personagens principais. Tô acostumada com personagens do King cheios de vícios, manias e defeitos – como todos nós – e esse livro tem ares de filme de hollywood, com alguns personagens muito inseridos na área “do bem” e outros na “do mal”. Se houvesse mais áreas cinzas eu teria apreciado mais. De resto, adorei e acabei me entusiasmando para voltar as leituras do tio Stephen.

P.S.: E quanto a série de TV, vi só os primeiros capítulos e desisti. Que bela bosta, heim?

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