Filme: O Hobbit – A Desolação de Smaug

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Hoje fui ao cinema, que é uma coisa que eu devo fazer apenas duas vezes por ano (valeu, internet), para ver a segunda parte da adaptação d’O Hobbit. 

Poucas vezes vi um filme com expectativas tão baixas. Li os livros d’O Senhor dos Anéis lá pelos meus 14 anos e O Hobbit um pouco depois. Não os reli após isso (shame on me, ainda preciso fazer isso nessa vida), tanto porque ainda relembro a história geral (mas não os detalhes) quanto porque, sinceramente, não acho que Tolkien seja essa coca cola no deserto que as pessoas propagandeiam. Um excelente criador de universos fantásticos? Sem dúvida. Um excelente escritor? Nem tanto. 

Pois bem, fui com a senhora minha mamãe, que viu comigo a primeira parte e nada conhece sobre o universo de Tolkien a não ser pelo que viu (e esqueceu) dos filmes do Peter Jackson. Nós duas nos divertimos horrores, ela torceu pelo Smaug e eu curti a montanha-russa de emoções que o filme proporcionou. Adoro o Martin Freeman como Bilbo, amei o dragão com todas as forças e, mais importante, entendi parte das intenções dos produtores por trás de algumas decisões equivocadas. 

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O universo da Terra-Média é, assumidamente, muito masculino e isso talvez desagrade algumas espectadoras. A decisão de adicionar e ampliar figuras femininas sempre foi suscetível de críticas (eu ainda lembro dos comentários sobre a Arwen em Senhor dos Anéis). Na minha concepção só existem três partes que as mulheres assumem em filmes de aventura nos dias atuais: a mãe, a filha e o interesse romântico (e qualquer filme que fuja disso automaticamente sofre com a falta de espectadores do sexo masculino, ahem Hunger Games ahem, que acham que isso é coisa de “mulherzinha”). Galadriel é sem dúvidas a mãe, Arwen é tanto filha quanto interesse romântico e, por fim, Tauriel é só interesse romântico. Como seria inimaginável ela exercer tal papel com o protagonista da trama, voltaram sua parte para o anão mais bonitinho. Entendi, mas não me empolguei.

Também, a parte relativa à cidade próxima a montanha, onde humanos e seus pequenos problemas frente à enormidade da trama se amontoam. Não liguei para cidade, não liguei para o Bard nem para seus filhos. Nessa parte, concordo com minha mãe e tenho lá minha torcida pelo poder do fogo do dragão. Esse foi o grande buraco da trama, na minha opinião. Ali as cenas se estenderam demais e eu só queria saber dos (outros) anões e do dragão.

Entretanto, no todo, curti muito o filme. Me empolguei, torci, ri e tomei sustos. Foi bom cinema, mas não tão boa adaptação, e a dica que fica é: se você ama algum livro ao ponto da insanidade ante a perspectiva de algo não estar exatamente igual à sua imaginação, não vá ver a adaptação no cinema. Como diria Willy Wonka: “there’s no life I know to compare with pure imagination”. Se você não ama Tolkien a esse ponto, divirta-se.
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