Filme: O Impossível

Sábado à noite, nada a se fazer e um filme chato com o Jon Voight passando na tevê. Preferi puxar um dos filmes que já estavam na minha seleção para ser vistos há algum tempo.

ImageO roteiro se aproveita da história real de uma família espanhola (pai, mãe e três filhos, sendo que o mais velho devia ter uns 10 anos e o menor tinha só 5) que passava as férias em um resort à beira-mar quando o desastre ocorreu. Há uma breve descrição acerca das personalidades de cada um e de sua história pregressa, o básico para que o espectador consiga sentir empatia pelo grupo para o qual vai torcer até o fim do filme. 

O Impossível não demora a chegar ao ponto principal: o tsunami de 2004, que matou mais de 280.000 pessoas. A ordem, alegria e beleza do local antes do desastre dão lugar ao caos, sujeira, sangue e lágrimas logo no começo do filme e é possível sentir um pouco da falta de esperanças que os personagens sentem com a falta de informações, de apoio de qualquer sorte e com a confusão, tanto emocional quanto física, que se instaura depois da catástrofe. 

De maneira especial, as partes da história centradas na mãe, Maria (Naomi Watts) e no filho mais velho Lucas (Tom Holland) são tocantes. Vi o filme sem saber de nenhum spoiler, a não ser o subentendido pelo próprio título. Assim, fiquei aflita em muitos pontos, temi pela vida da protagonista e compartilhei das preocupações quanto às crianças, seus filhos ou não, durante a história. 

É fácil após um desastre dessa proporção enxergarmos somente o número total, sem enxergar as inúmeras histórias particulares em meio a tragédia. Nesse ponto, gostei muito que apesar de termos o fio condutor das desventuras dos personagens principais em muitos momentos o roteiro nos faz vislumbrar outras histórias, não tão felizes ou sobre as quais não sabemos tanto, o que ajuda a perceber o quanto essa história em especial faz justificar o título. Só achei uma pena que essas histórias paralelas se centrem tão exclusivamente nos turistas que lá estavam, especialmente quando todos parecem ser loiros, de olhos azuis e ricos, e sua óbvia fuga da situação tão rápido quanto possível para seus países de origem. Seria interessante ter também esse tipo de percepção quanto àqueles que não tem para onde ir, os órfãos da região e as vítimas que não terão acesso a melhor atendimento do que o encontrado em meio ao caos.

Do que eu vou lembrar:
– Das crianças, todos fofos (o que é aquela cena do Daniel fazendo carinho na Maria? Momento awn do filme)
– Do Ewan McGregor.
– Maria e o sofrimento quase sem fim: quanto à família, quanto à perna e quanto à própria vida.
– Dos Belón (María, Enrique, Lucas, Tomás e Simón), a família real que passou pela história.

Image

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s