Série: Heirs (Kdrama)

…. ou “The one who wears the crown, withstands its weight”.

ImageEsse foi um dos dramas com a estreia mais aguardada na Coreia. O elenco é estelar, composto apenas de nomes conhecidos. Os dois protagonistas (Lee Min Ho como Kim Tan, e Park Shin Hye como Cha Eun Sang) são os dois atores jovens mais badalados, capazes de atrair espectadores só pela sua mera presença, independente do plot.

Heirs foi o responsável por eu ter começado a traduzir doramas para o português, uma vez que não havia autorização de reprodução nas Américas no Viki, e nesse sentido, dá para perceber o quanto eu estava esperando essa série em específico.

A história começou nos Estados Unidos (coreanos e sua fascinação pelos americanos, como entender?), o que fazia a maior parte dos comentaristas do Viki ranger os dentes diante do inglês bizarro dos atores, especialmente do personagem Kim Tan, que em teoria já vivia lá há anos. Mas esse começo, apesar de tudo, foi bom pois deu um ar de sonho a experiência incomum da protagonista pobrinha encontrando um mundo novo e o protagonista em meio a isso tudo, em uma experiência muito distante de sua realidade habitual.

Com a volta de Kim Tan e Cha Eun Sung para a Coreia esse aspecto de sonho é confrontado com a dura realidade das vidas entre os dois. Ele, filho bastardo do presidente de uma grande multinacional, sendo ao mesmo tempo rico e com aparência de poder dentro da escola e guardando o segredo de seu nascimento e tendo enormes dificuldades de relacionamento com as pessoas que mais ama e de quem mais deseja aprovação. Ela, inteligente mas sabendo que não há meios de competir ou se mesclar com a turma do colégio rico a que frequenta somente por ser a filha da empregada da família de Kim Tan. A tentativa dos autores era fazer um paralelo entre a vida da realeza e da burguesia contemporânea, em que aparências e relações certas e erradas podem se mostrar escolhas vitais para se manter na posição desejada.

A história de amor propriamente dita acabou se mostrando um tanto fraca, não por culpa de Lee Min Ho, que até tentou mas não conseguiu vencer a barreira que a Park Shin Hye tem contra beijos na boca (nunca vi uma atriz tão tensa ante a perspectiva de qualquer contato físico com o sexo oposto e isso em todas as séries em que atuou). O problema maior talvez tenha sido que o sub-protagonista, o bad boy da trama, parecia ter um amor mais maduro e realista pela mocinha, sem contar que a química entre os atores era muito mais visível.

A trama também teve alguns problemas ao deixar de lado algumas histórias de coadjuvantes que seriam interessantes de ser exploradas, em especial a de Kim Won, o meio-irmão mais velho (e com mais problemas) de Kim Tan. Torci muito para que ele aparecesse mais na história, e isso ocorreu não só porque a voz dele é uma dádiva pra humanidade como também porque as vidas dele e do irmão se comparavam de uma maneira importante, mas esse ponto não chegou a ser explorado e o personagem teve uma das trajetórias mais decepcionantes.

ImageKim Woo Bin (Choi Young Do) acabou pra mim sendo a mais grata surpresa da história. Ele salvou episódios inteiros pra mim e parecia de modo geral um personagem mais bem construído. Já está na hora dele ganhar um drama em que seja o principal. O capricho da produção com o vestuário, as locações e iluminação durante toda a história são quase sinônimos de uma produção coreana, mas ainda devem ser celebrados, assim como os momentos em que ocorriam diálogos ágeis entre os personagens mais jovens, sempre muito engraçados, ou referências ao universo exterior ao drama, como trabalhos passados dos atores e fatos conhecidos de suas vidas, uma tática bastante empregada nos dramas “Reply 1997” e “Reply 1994”.

Avaliando tudo eu cheguei a curtir a experiência, mas não sei se veria de novo como fiz com outras séries como “Secret Garden” e “Coffee Prince”, até hoje meus kdramas favoritos.

Do que eu vou lembrar:
– A trilha sonora mais zoada de todas: Looooveee is the moooomeeeent.
– A voz do Choi Jin Hyuk, sempre.
– A personagem que desapareceu no primeiro episódio e só foi lembrada no último.

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