Filme: El Orfanato

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Para estrear essa bagaça, um filme que eu vi ontem às três da manhã (e todo mundo que viu “O Exorcismo de Emily Rose” sabe que esse é o melhor horário para ver um filminho de terror) porque eu tinha lavado o cabelo e estava esperando ele secar.  Sim, das desculpas para ficar acordada de madrugada, sempre a pior.

A história gira em torno de uma família (mamãe, papai e filhinho + os amigos imaginários do filhinho, porque óbvio…) que acaba de se mudar para uma casa imensa que costumava ser um orfanato onde a Dona Mamãe viveu quando criança (e aparentemente foi a única criança adotada de lá, talvez porque a casa fica isolada no meio de lugar nenhum e ninguém parecia saber que o lugar existia por metade do filme). Muitos segredos rondam a casa, as crianças que lá viviam e a própria família de comercial de margarina. Todos óbvios, sem nem tentar fugir disso.

Seo Papai é médico, Dona Mamãe se ocupa do pequerrucho e das reformas para transformar a casa em um lar para crianças com problemas e Simón, o filhinho, fica falando e brincando com seus amiguinhos que só existem dentro da sua cabeça. O plot começa a se mover de verdade a partir do momento em que a família dá uma festa de boas-vindas para potenciais clientes/pacientes/sei lá e o sumiço de Simón no meio da confusão, sumiço esse que se prolonga por meses. A mãe assume a parte sentimental do drama, aquele típico “faço qualquer coisa pra ter meu bebê nos braços de novo”, enquanto o pai é a parte racional e metódica. E sim, claro que todo mundo vai tentar demover a Dona Mamãe de suas tentativas e dar aquele olhar “cê tá loca, mulhé” para qualquer coisa que ela faça. E seu papai vai ser a parte esperta que sugere que talvez, só talvez, se mudar dali seja uma boa, mas já bastante tarde na trama.

Pois bem, apesar de repleto dos clichês, eu até que curti a experiencia proporcionada. Não senti nenhum dos terrores comuns: o medo psicológico (“ai, se essa porcaria acontecesse comigo”) e nem o medo dos sustos (“vou catar uma pipoquinha aqui e… QUE MERDA FOI ESSA? AI MEU DEUS, MEU CORAÇÃO!”). Achei uma historinha mais baseada pro suspense do que para o terror propriamente dito. Roger Príncep, o menino que faz Símon, é fofíssimo e, para mim, o personagem mais afável da trama. O resto dos personagens é completamente genérico e eu fiquei com a sensação de “meh, pode matar, tô nem aí”. O fator “medinho” fica mais por conta da própria casa e do menino-mascarado, e ainda aí não há nenhuma novidade do restante dos filmes de terror. Esperava um pouco mais do mesmo Guillermo del Toro de “O Labirinto do Fauno”. Talvez seja eu que esteja dessensibilizada para filmes de terror, mas me decepcionei e achei bem mediano. 
Vestidinho demodêCuriosidades:
– Por que ninguém explorou a casa em sua totalidade, nem que fosse para matar uns ratos e fazer uma limpeza? Ia custar tanto assim abrir algumas portas?
– Seo Barriga tá no elenco, fazendo uma ponta! (Esse foi o ponto principal para que eu visse o filme, não nego)
– Os silicones da Dona Mamãe, sem sutiã e de camisa branca tentarão desviar sua atenção dos erros do roteiro. 
– Quando Dona Mamãe gritar para uma mulher na rua, preste atenção, melhor cena do filme! 

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